quinta-feira, 15 de maio de 2014
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Eu que já não quero mais ser um vencedor...
Manhã bonita na cidade mais linda do mundo. Céu azul, o pão de açúcar, o Cristo Redentor e a paisagem do aterro do flamengo. No rádio, tocando Los Hermanos - "O Vencedor".
Quando as idéias deste post vieram na minha cabeça pensei: "agora estou arruinado, se escrever e um dia alguém ler, vão me rotular como fraco, que desiste fácil e não encara desafios" - mas não importa, o que preciso é denunciar este sentimento que nos cerca, nos assedia tão de perto no trabalho, na comunidade, na escola etc.
Hoje, como já abordei anteriormente, existe uma crescente demanda por líderes, todos devem ser líderes, devem fomentar habilidades relacionadas a liderança.
A sociedade está em busca de vencedores, rotulam como esses, pessoas financeiramente bem sucedidas, com corpos perfeitos e com um perfil agradável.
Infelizmente, muitos desses "vencedores" mantém a "vitória" alicerçada sobre em métodos ruins. No trabalho, fazem qualquer coisa para subir, ganhar mais, ter mais e mais "glórias". Na comunidade, cuida de si próprio. Na família, cumpre rituais para manter o modelo "como eles são felizes!".
É isso mesmo? É assim que temos que caminhar?
Se há uma habilidade que eu tenho em evidência é a capacidade de me adaptar. Não preciso ficar preso a um modelo, mas não quero e não vou, exceto se extremamente necessário, usá-la para ser "o vencedor".
Talvez a grande vitória esteja nas coisas simples da vida. Um sorriso de uma criança, uma brincadeira com amigos sinceros, um banho de chuva, caminhar no dia de sol, acorda pela manhã e ser grato por estar vivo.
Nada disso justifica não tentarmos melhorar, crescer, conquistar, mas o problema é quando isso é tudo na vida.
A vitória é bem-vinda, mas deve ser desfrutada.
Los Hermanos - O Vencedor
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
Quando as idéias deste post vieram na minha cabeça pensei: "agora estou arruinado, se escrever e um dia alguém ler, vão me rotular como fraco, que desiste fácil e não encara desafios" - mas não importa, o que preciso é denunciar este sentimento que nos cerca, nos assedia tão de perto no trabalho, na comunidade, na escola etc.
Hoje, como já abordei anteriormente, existe uma crescente demanda por líderes, todos devem ser líderes, devem fomentar habilidades relacionadas a liderança.
A sociedade está em busca de vencedores, rotulam como esses, pessoas financeiramente bem sucedidas, com corpos perfeitos e com um perfil agradável.
Infelizmente, muitos desses "vencedores" mantém a "vitória" alicerçada sobre em métodos ruins. No trabalho, fazem qualquer coisa para subir, ganhar mais, ter mais e mais "glórias". Na comunidade, cuida de si próprio. Na família, cumpre rituais para manter o modelo "como eles são felizes!".
É isso mesmo? É assim que temos que caminhar?
Se há uma habilidade que eu tenho em evidência é a capacidade de me adaptar. Não preciso ficar preso a um modelo, mas não quero e não vou, exceto se extremamente necessário, usá-la para ser "o vencedor".
Talvez a grande vitória esteja nas coisas simples da vida. Um sorriso de uma criança, uma brincadeira com amigos sinceros, um banho de chuva, caminhar no dia de sol, acorda pela manhã e ser grato por estar vivo.
Nada disso justifica não tentarmos melhorar, crescer, conquistar, mas o problema é quando isso é tudo na vida.
A vitória é bem-vinda, mas deve ser desfrutada.
Los Hermanos - O Vencedor
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"Um líder é um vendedor de esperança." - Napoleão Bonaparte
Carismático, servidor, pragmático... Temos vários modelos empacotados para liderança. Acima disso, temos essa frequente corrida para liderar. Por que precisamos ser líderes? Essa força, que me parece de mercado, impulsionando todos a serem líderes, mesmo que seja “da sua vida”, quer que cheguemos onde?
Parece que somos conduzidos a uma competição. "Se você quer ser líder na sua equipe, dê o melhor de si, mostre o seu talento e ganhe o 'premio' de líder" - assim é o jogo.
Será que uma pessoal não pode apenas ser apenas liderada? Fazer o que gosta sem ter que orquestrar, incentivar, ensinar?
A questão do líder nato é passado, não vamos discutir isso. Mas, será que a vida de certas pessoas não contribui para que ela se sinta melhor liderando, mais confortável e natural que outras? Será que, sendo a liderança parte das suas habilidades naturais e não apenas trabalhada, forjada, imposta, esse líder não terá um desempenho mais razoável que o “feito na forma do mercado”?
A questão é: Por que queremos liderar? Porque terá destaque na organização, na sociedade? Porque ganha mais, as empresas pagam melhor e valorizam esse perfil? Ou o motivo é realmente querer conduzir pessoas a fazer o que tem que ser feito? Imputar esperança que, aquele objetivo, seja organizacional ou pessoal, deve ser alcançado?
Não exite, segundo algumas teses, o “cara que nasce para liderar”. Mas as vezes vejo crianças que, desde cedo, desempenham esse papel sem treinamento, regras, livros etc. É um atributo dela, uma habilidade natural.
Parece que somos conduzidos a uma competição. "Se você quer ser líder na sua equipe, dê o melhor de si, mostre o seu talento e ganhe o 'premio' de líder" - assim é o jogo.
Será que uma pessoal não pode apenas ser apenas liderada? Fazer o que gosta sem ter que orquestrar, incentivar, ensinar?
A questão do líder nato é passado, não vamos discutir isso. Mas, será que a vida de certas pessoas não contribui para que ela se sinta melhor liderando, mais confortável e natural que outras? Será que, sendo a liderança parte das suas habilidades naturais e não apenas trabalhada, forjada, imposta, esse líder não terá um desempenho mais razoável que o “feito na forma do mercado”?
A questão é: Por que queremos liderar? Porque terá destaque na organização, na sociedade? Porque ganha mais, as empresas pagam melhor e valorizam esse perfil? Ou o motivo é realmente querer conduzir pessoas a fazer o que tem que ser feito? Imputar esperança que, aquele objetivo, seja organizacional ou pessoal, deve ser alcançado?
Não exite, segundo algumas teses, o “cara que nasce para liderar”. Mas as vezes vejo crianças que, desde cedo, desempenham esse papel sem treinamento, regras, livros etc. É um atributo dela, uma habilidade natural.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Lutamos até quando?
” Nenhum homem sabe quão mau ele é, até que ele tenha tentado de toda maneira ser bom. Uma ideia tola, mas muito atual é que as pessoas boas não conhecem o significado ou não passam por tentações. Isto é uma mentira óbvia. Só aqueles que tentam resistir a tentação, sabem quão forte ela é. Afinal de contas, você descobre a força do exército inimigo lutando contra ele, não cedendo a ele. Você descobre a força de um vento, tentando caminhar contra ele, não se deitando ao chão. Um homem que cede ante a tentação depois de cinco minutos, simplesmente não sabe o que teria acontecido se tivesse esperado uma hora. Esta é a razão pela qual as pessoas ruins, de certa forma, sabem muito pouco sobre sua maldade. Elas viveram uma vida abrigada por estarem sempre cedendo. Nós nunca descobrimos a força do impulso mal dentro de nós, até que nós tentamos lutar contra ele..." CS Lewis
Atualmente temos visto que, ser bom, dentro de alguns parâmetros estabelecidos pela sociedade, é algo que está distante de uma bondade original. Até quando somos pessoas boas? Será que, na luta contra o mau, realmente usamos as armas do bem?
Ontém, no "calmo" trânsito da cidade do Rio de Janeiro, um menino de rua me abordou, certamente sem ver nada dentro do meu carro por conta da escuridão nos vidros...Eu, do alto da minha maldade e indiferença (e também a certeza que, sem baixar o vidro ele não saberia minha reação) não dei atenção.
Obstinado a conseguir uma moeda o rapaz "colou" o rosto no vidro (certamente ainda sem me ver) e gritou: "então tá bom mas... nem um sorriso?"
Essa atitude me fez pensar como sou indiferente numa situação dessas, como um rapaz, adolescente, pode falar comigo e eu ignorar. Seria apenas o senso de proteção numa cidade violenta? Eu poderia não dar o dinheiro, mas um sorriso...perae, um sorriso não se nega a uma criança.
Baixei o vidro, dei um trocado, um sorriso amarelo. Recebi um sorriso sincero, um "vai com Deus meu chefe" e uma lição para o fim do dia.
Atualmente temos visto que, ser bom, dentro de alguns parâmetros estabelecidos pela sociedade, é algo que está distante de uma bondade original. Até quando somos pessoas boas? Será que, na luta contra o mau, realmente usamos as armas do bem?
Ontém, no "calmo" trânsito da cidade do Rio de Janeiro, um menino de rua me abordou, certamente sem ver nada dentro do meu carro por conta da escuridão nos vidros...Eu, do alto da minha maldade e indiferença (e também a certeza que, sem baixar o vidro ele não saberia minha reação) não dei atenção.
Obstinado a conseguir uma moeda o rapaz "colou" o rosto no vidro (certamente ainda sem me ver) e gritou: "então tá bom mas... nem um sorriso?"
Essa atitude me fez pensar como sou indiferente numa situação dessas, como um rapaz, adolescente, pode falar comigo e eu ignorar. Seria apenas o senso de proteção numa cidade violenta? Eu poderia não dar o dinheiro, mas um sorriso...perae, um sorriso não se nega a uma criança.
Baixei o vidro, dei um trocado, um sorriso amarelo. Recebi um sorriso sincero, um "vai com Deus meu chefe" e uma lição para o fim do dia.
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